sexta-feira, 27 de maio de 2011

Perdi-te!

Uma lágrima cai
quando olho para ti…

Fiz o que podia
mas  não chegou.
                                                       
Tudo acabou
no dia em que te perdi!!!

Por favor volta,
sem ti nada sou.

Quero fugir,
mas há sempre aquela estrela,
à noite, que me diz
que vais voltar!

Agora estou aqui
sozinha sem ti!!!

Como foi isto acontecer?!
Não sei,
mas não te quero
perder!

Soraia Gravato, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

O Pescador [do Ricardo]

E ali estava o pescador, sozinho, sem ninguém para o fazer feliz… O ambiente estava calmo, com a areia lindíssima e tão macia. Quando o pescador ouvia o som daquele mar tão azul a bater nas rochas cheias de algas imaginava a sereia a voltar e a pedir novamente ajuda ao pescador. Às vezes até ia lá ver se era a sereia ou se era um desses barulhos hipnotizantes. Ficava lá tantas e tantas noites a pensar na bela e atraente sereia… Ele chorava quase sempre, e às vezes julgava sentir a mão da sereia a tocar-lhe, mas era só o vento a empurrar a areia contra o seu corpo. E, assim, ficou ele ali, para sempre, com a esperança da sereia regressar.

Ricardo Costa, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma árvore

Era uma árvore muito importante, situada no centro do quintal. As suas folhas eram verdes e frescas como a luz do amanhecer, tinha botões pequenos e brancos e flores, muitas flores, também elas muito brancas, como as penas de um cisne. Quieta, ouvia o sussurrar da brisa. O perfume das flores chegava-me ao nariz e incitava-me a tocar no manto de pétalas de veludo que cobria o solo. O tronco da árvore era rugoso, áspero e macio ao mesmo tempo. A árvore era grande, com tantas flores e tantas folhas húmidas e macias, que os raios de sol atravessavam.
Descasquei, então, uma laranja, parti-a às tiras e provei-a. Era doce e sumarenta. O fruto era todo, mesmo, mesmo todo cor-de-laranja vivo e brilhante.
Só sei que nos dias de sol e calor, é agradável observar árvores, ou seja, a natureza límpida.

Marisa Esteves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Pescador [da Sofia]

O dia estava chuvoso, a maré estava cheia e o mar muito agitado. O pescador estava à beira da estátua, quase a ser levado pelas ondas e a ser devorado pelo mar. Estaria ele a imaginar o “maravilhoso” dia em que encontrara a sereia? Não, a resposta é não. Tinham-se passado alguns anos, a jovem sereia deixara de aparecer e esse primeiro encontro perdia-se agora no tempo.
O pescador começara a tirar os sapatos para sentir a areia nos dedos. Ao sentir a areia derramou-se uma lágrima que escorreu pelo seu rosto, pois o “pobre” pescador havia perdido a sua maior riqueza.
O vento uivava com força, levando-lhe a lágrima para o mar. A lágrima caiu e misturou-se nas ondas… a vida do pescador já não fazia sentido.
A solidão e a tristeza consumiram cada vez mais o seu coração, e, por mais estranho que pareça, até a estátua começou a chorar.
Será que foi por causa da lágrima ter caído no mar?

Sofia Alves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O Pescador [da Rita]

Durante o dia o sol brilhava, o mar estava calmo e tão límpido que parecia um diamante. Por entre a areia nasciam pequenas flores amarelas que o vento abanava suavemente como um longo suspiro!
O pescador perguntava-se a todos os minutos onde estaria a sereia, preenchido por um imenso sentimento de saudade, de amor e por uma vaga esperança…
Nunca desistiria, porém, quando caía a noite, o pescador sentia o mar agitar-se, a areia gélida nos pés e o seu coração apertava-se, deprimido, com tal tristeza que o rodeava.
Mas bem lá no fundo sentia ainda no coração uma ténue esperança que o prendia àquela praia.

Rita Guimarães, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

domingo, 22 de maio de 2011

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Autora: J. K. Rowling
Editora: Editorial Presença

Tudo começou quando a Tia Marge cometeu um grande erro, chamou bêbedo ao pai de Harry. Ele, obviamente, ficou muito chateado, por isso fez inchar a Tia Marge até ao ponto de ela começar a voar. De seguida Harry saiu de casa, foi para a rua, onde apareceu o autocarro cavaleiro, que o levou para o caldeirão escoante.
Lá ficou até ao dia em que foi para Hogwarts e lá encontrou os seus dois melhores amigos, Ron e Hermione. Quando estava no comboio que o levava para Hogwarts, começou tudo a gelar e, de repente, no compartimento deles, apareceu um terrível e horripilante dementor.
O que será que aconteceu a Harry? O que terá afastado o dementor?
Esta é uma história de aventura, suspense e algumas alegrias. Tenho a certeza que vais gostar, vai por mim…

Miguel Amorim, 6.º B (E. B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 21 de maio de 2011

Uma Aventura no Ribatejo

Autoras: Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
Editora: Caminho

Tudo começou quando a Teresa e a Luísa estavam a ver uma estranhíssima entrevista, no Telejornal, em que se dizia que óvnis estavam a roubar vacas. Vocês acreditam nisto? Então o Chico, o João, o Pedro, a Luísa e a Teresa tiveram logo de ir meter o nariz onde não eram chamados… aproveitaram as férias da Páscoa para irem investigar. O que terá acontecido nesta aventura? Será que eles conseguiram desvendar o mistério dos óvnis? Descobre tu. É uma aventura emocionante, com muita acção (claro!) e medo. Tem cuidado, não te vicies no livro, como eu…

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Ulisses

Autora: Maria Alberta Menéres
Editora: Edições ASA

Ulisses era o rei de Ítaca (uma ilha grega), era muito conhecido, era manhoso e um valente marinheiro. Fazia muitas viagens à volta do mundo. Numa dessas viagens foi combater contra os troianos, pensando que seria muito fácil, mas a guerra acabou por durar dez anos. Como ele queria voltar para Ítaca, engendrou um plano para vencer os troianos e conquistar Tróia: construiu um cavalo muito grande para oferecer aos troianos, entrou lá dentro com alguns dos seus colegas e esperou. Quando os troianos abriram os portões das suas muralhas e levaram o “cavalo” para dentro da cidade, julgando que se tratava de uma oferta dos gregos, Ulisses e alguns companheiros esperaram pela noite e, saindo do cavalo, atacaram os troianos e assim ganharam a luta. Houve mais situações em que Ulisses salvou o dia. Como é que terão sido? Lê o livro e descobre. O livro não é assim muito grande, eu li-o em dois dias. Por isso não vos custa assim tanto…

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Pescador [da Marisa]

O pescador continuou a dirigir-se à praia, dia após dia, na esperança de que a sereia voltasse a aparecer. Por vezes ficava ali sentado durante horas...
À volta do pescador havia muita areia, o mar e as dunas solitárias. O vento arrastava suavemente a fina, clara e quente areia amarela. O mar estava calmo e as ondas, pequeníssimas como formigas, espreguiçavam-se vagarosamente. O areal era tão extenso que parecia um deserto sem fim. A tristeza tinha-se apoderado do pobre pescador. Pobre no sentido de tristeza na vida... As rochas eram escarpadas e duras.
Havia também muitas conchas, animais nas dunas, pedrinhas minúsculas. O mar solitário e infeliz segredava às gaivotas brancas, baixinho. A brisa era tão fina que só se sentia um arzinho fresco.

Marisa Esteves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Pescador [do João]

Lá estava o pescador, na praia, à espera da sereia, a recordar o dia em que a conheceu.
Estava uma tarde radiante, as ondas batiam na areia seca e uma brisa fresca era a cereja no topo do bolo daquele dia. As dunas mostravam a sua importância.
O pescador olhava em seu redor, tentando ver sinais da sereia, algures, e pensando de modo confiante: “É desta que irei ver a sereia”.
E ali ficou, sentado, durante horas, sem comer nem beber, olhando permanentemente para o mar. O cheiro a sargaço empestava a praia, mas o pescador não queria saber, fixava o mar como se fosse o fim do mundo.
E assim ficou toda a sua vida.

João Fão, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Pescador [do Ulisses]

Um dia lá estava o pescador na praia, esperando pela sua amada.
As ondas despertavam-lhe uma terrível tristeza, porque o mar estava feroz e malvadíssimo como no dia em que conheceu a sereia.
A areia estava movediça, como que empapada, e o vento, nem se chamava vento, era mais a suave brisa.
Mas, calmamente, lá estava ele à espera da sereia e, a certa altura, começou a pensar para com os seus botões: “Será que ela voltará? Ou eu estarei aqui em vão”.
E nesse momento decidiu levantar-
-se e ir-se embora, mas no dia seguinte ele regressou de novo, fixando o olhar no mar, e continuou a esperar, assim, sucessivamente, até ao fim dos seus dias…

Ulisses Araújo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Praia Inesquecível [da Cristiana]

Um dia o pescador estava sentado na rocha onde encontrara aquela atraente sereia. Ele recordava aqueles momentos tão curtos, mas tão fascinantes. Ele pensava: «Ai, que bons momentos!». Olhava para o mar azul e ainda via a sereia a nadar graciosamente, naquelas águas reluzentes. Nos dias mais ventosos ele via a sua imagem feita por grãos de areia no ar. O pescador não sentia saudades dela porque tinha aquelas boas recordações, mas sentia uma certa angústia por nunca se ter declarado à sereia.
Aquela praia era realmente especial. Trazia-lhe emoções fortes todos os dias. Por isso todos os dias, à mesma hora, lá estava ele a contemplar aquela praia maravilhosa. Repleta de rochas, de cor, de brilho, de vida! A praia que ele nunca irá esquecer…

Cristiana Lima, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

sábado, 9 de abril de 2011

O Pescador [do José Araújo]

O pescador sentou-se numa rocha, olhou para o mar e viu a espuma que lá havia, o azul reflectido do céu e pequenos desenhos feitos pelo sol incidindo na água. Ao seu lado esquerdo viu duas palmeiras em forma de escada e alguns miúdos a tentar subi-las, mas caíam sempre. Ao seu lado direito tinha um bar cheio de gente amontoada a tentar comprar gelados, pois estava muito calor. Ouviu o chilrear dos pássaros e as ondas a desembrulharem-se sobre a areia. N ão havia quase vento nenhum. Olhou para trás, viu um casal muito feliz a namorar e vieram-lhe as lágrimas aos olhos, sentiu que não era nada naquele mundo. Olhou para o relógio e reparou que já eram quatro e meia da tarde, já estava ali há mais de seis horas. Levantou-se calmamente, enfiou as mãos nos bolsos e foi-se embora, sabendo que voltaria de novo no dia seguinte, e depois… e depois…

José Araújo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Pescador [do Jorge]

O pescador, quando chegou à praia, viu que o mar estava agitado.
O vento suave e fresco batia-
-lhe na cara e a areia macia estava a escaldar.
O pescador pensou no primeiro dia em que conheceu a sereia: a aflição que sentiu quando a ouviu e viu, a sua voz calma e delicada, e viu-a tão redondinha, ficou apaixonado…
Mas quando a sereia não estava, o pescador sentia uma solidão e uma amargura imensa que acabava aos poucos com a vida do pescador… Lembrava-se bem de quando ela vinha cumprir a sua promessa… era uma alegria enorme.
A maneira como a sereia o tratava era parecida com a forma como os pais o tratavam quando ele era pequenino.
Sentia-se feliz apenas com esta recordação. Não havia ninguém como a sereia…

Jorge Moinho, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Pescador [da Ana]

O pescador, como era habitual, voltou à praia na esperança de ver a encantadora sereia. Quando lá chegou sentou-se na areia à espera do momento mais feliz da sua vida. O ambiente era calmo, a praia estava deserta. Enquanto ali esperava ia relembrando o momento em que encontrou a sereia, quando a ajudou. E mais importante ainda, os dias em que ia ter com ela, não só para receber a recompensa, mas também para a ver.
O pescador tocava na areia muito suavemente como se fosse a pele da sereia. Depois de ali estar muito tempo ansioso por encontrar a sereia, acabou por desistir, pois ela nunca mais chegava, e muito tristemente foi para casa no meio da escuridão. E a partir daí a vida do pescador nunca mais foi a mesma, passou a ser um desespero, pois a sereia era o seu grande amor.

Ana Cláudia, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

O Pescador [da Beatriz]

O pescador voltou à praia… Estava um pouco de vento e a areia batia nos seus pés.
O pescador sentou-se na areia à espera da maravilhosa e magnífica sereia, mas ela não dava sinal de vida. Ele começou a pensar que talvez se tivesse magoado numa rocha. Ele olhava para o mar, mas… nada. Uma lágrima derramou-se pelo olho e caiu na areia, e o pobre pescador pensou: “Eu nunca mais irei ver a bela sereia…”
– Posso correr o mundo todo, que nunca mais a encontrarei! – disse o pescador, muito desanimado.
O ambiente estava péssimo, não havia lá ninguém sem ser o pobre pescador.
E derramou-se mais uma lágrima do outro olho que caiu na areia amarelada…

Beatriz Caçador, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [criação original a partir das Lendas do Mar, de José Jorge Letria]

Bolas de Sabão

Bolas de sabão,
Redondas e límpidas,
Macias como algodão,
Perfumadas como flores.

Bolas de sabão,
Redondas, bolas perfeitas,
Com reflexo
E transparência, como águas abertas.

Bolas de sabão,
Lindas como princesas,
Voam pelos ares,
Brinco com elas.

Bolas de sabão,
De diferentes tamanhos,
São as minhas companhias,
Nos meus banhos.

Bolas de sabão,
Frescas como orvalho,
Que no bosque,
Rebentam no carvalho.

Marisa Esteves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Um Olho

Um olho,
Uma emoção,
A pobreza e a ilusão.

A lágrima a correr,
Sem parar, para amar…
O que pode acontecer
Se ela não puder alcançar?

Se o mundo acabar,
Ela não vai poder passar
Para ver aquele coitado
Que ali está a cantar.

A lágrima é uma sensação estupenda,
Liberta os nossos sentimentos,
A lágrima faz parte da nossa vida…

Toda a gente chora,
Toda a gente sorri,
Mas só uma pessoa é como eu,
És tu!!!

Johanna Santos, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Trocas e Baldrocas

Autor: António Mota
Editora: Gailivro


Se gostas de aprender mais, aconselho-te a leres este livro.
Este livro fala-nos de um gato vadio que comia tudo o que encontrava. Umas vezes andava de barriga cheia. Outras com ela a chocalhar. Dormia onde calhava, umas vezes dormia abrigado e outras à chuva.
Em certos dias tinha amigos para conversar, noutros andava sozinho e aborrecido com o peso da solidão.
Uma vez encontrou uma vaca malhada que estava a rapar uns bocados de erva que encontrara num prado. A vaca fartava-se de olhar para o céu e não parava de mugir. Era um mugido muito triste, era tão triste que arranhava o coração.
A vaca estava a mugir assim porque o dono dela vendera a sua filha a um comerciante de gado.
Pensava o gato nestas coisas que acontecem no mundo quando uma raposa nova, que por ali andava à procura de comida, se aproximou para falar com o gato.
Mas para saberes o resto desta linda história vais ter de ler o livro, e vais ver que vais gostar.

Johanna Santos, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

A Lágrima

Só, sem ninguém
ao meu redor…
senti uma forte dor
no coração.

Abri os olhos
e derramou-se
uma lágrima do olho,
plim, plim…

A lágrima caiu
ao chão…

Beatriz Caçador, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

O tempo

O meu tempo está perto do fim
Já vivi muitos séculos
Vi a modernização da ciência
Vi o passado, o presente e o futuro.

Neste mundo já não precisam de mim
A minha missão está cumprida,
Eu abri as portas dos sonhos
E as pessoas estão a adorar.

José Diogo, 6.º B
(E.B. de Vila Praia de Âncora)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Rosa que chora

Tenho esta rosa
Para te dar…
É milagrosa
E está a chorar.

Ela lê livros
E tenta amar,
Mas precisa de ti
Para a consolar.

Vejo-a chorando
Lágrimas de sangue…
Está entristecendo,
Vem antes que se zangue.

Diogo Brás, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Paisagem

Como a natureza é bonita, espectacular, fascinante… não há coisa melhor que isto. Reparem só nas coisas que a natureza nos dá.
Da minha varanda olho em redor e vejo muitas coisas que o mundo nos oferece. À minha frente vejo as eólicas rolando lentamente e as montanhas metade vestidas e a outra metade despidas. Também reparo numa grua a transportar materiais de construção civil para os trabalhadores que estão a começar a construir um edifício. Do meu lado direito existem duas casas. Uma desabitada e a outra que se encontra habitada, como a minha. E do lado esquerdo há uma casa com dois andares.
Olhando para o céu vejo pássaros que, quando passam em bandos, formam vários desenhos que vistos da terra parecem reais.
Não há coisa melhor que sentir a brisa do ar com o cheiro perfumado das flores, plantas, árvores, e certas ervas aromáticas. E também o chilrear dos pássaros, o cantar das rolas, o cacarejar das galinhas, etc. Todas estas coisas eu posso apreciar da minha varanda. São estas as vantagens que se tem ao morar no campo, como eu.

Jorge Moinho, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Amizade

Quando se tem um amigo,
Um amigo de verdade,
Todos os seus problemas
Passam a ser teus também.

Se ele sorrir,
Tu também sorris.

Amigos que ficam,
Não vão embora.

Mesmo se há distância,
A amizade nunca acaba.

Jorge Moinho, 6.º B
(E.B. de Vila Praia de Âncora)

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Anjo Selvagem

Abri os olhos
E chorei…

Em meu redor
As árvores nuas abanavam suavemente…

O meu corpo gélido
Predominava naquela floresta…

E a minha tristeza dizia-me algo
Que até hoje, ainda não consegui
Decifrar…

Nani-Pequena, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

E se de repente caíssemos no século XV... [do Eduardo]

Certo dia acordei sentindo que algo me iria acontecer. Vesti-me e fui ter com os meus amigos, para lhes explicar a situação, pois nunca me tinha acontecido algo semelhante. Depois de lhes explicar tudo fomos passear. Andámos, andámos, até que fomos ter a uma casa abandonada.
– Mas que lugar é este? – questionou a Johanna.
Com algum receio entrámos e demos de caras com um laboratório cheio de coisas assustadoras e maléficas. De repente, quando estávamos a investigar, apareceu um cientista que nos começou a empurrar… e depois de muitos empurrões para aqui e para ali, entrámos numa estranha máquina. Subitamente, sem percebermos como, fomos parar ao século XV. Tudo era diferente, mas nós nem imaginávamos o que nos esperava.
– Mas onde é que estamos? – perguntou o João.
– Eu não sei! – respondeu-lhe o Ulisses.
Andámos tanto que fomos ter ao castelo, onde o rei nos recebeu e nos elevou a todos à categoria de nobres. Os anos foram passando e, assim, acabámos por participar na conquista de Ceuta. Mais tarde soubemos que marinheiros portugueses chegaram aos arquipélagos da Madeira e dos Açores, que, após muitas tentativas, Gil Eanes conseguiu passar o Cabo Bojador e que novas terras foram depois descobertas na costa africana. Para grande pena de alguns, D. Henrique morre, estávamos no ano de 1460 e nós já tínhamos quase sessenta anos de idade. Nessa altura já se conhecia a costa ocidental africana até à Serra Leoa, Fernão Gomes conseguiu chegar ao Cabo de Santa Catarina e, com os anos a passar, ainda me informaram que conseguimos dobrar o Cabo das Tormentas, que depois se veio a chamar Cabo da Boa Esperança, e que Cristóvão Colombo, ao comando dos reis de Espanha, descobriu a América, dando origem à assinatura do Tratado de Tordesilhas.
Infelizmente, quase um século depois, estando nós já muito velhinhos, não pudemos presenciar a chegada de Vasco da Gama a Calecute, na Índia, nem a de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.
A verdade é que as aventuras pararam por aí, uma vez que nós, sem nos apercebermos como, voltámos ao nosso tempo, novamente jovens, pois os anos que passámos no século XV equivaleram a zero segundos no tempo actual.

Eduardo Novo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

segunda-feira, 28 de março de 2011

O meu sítio especial

À minha frente o mar está calmo, espalhando-se até ao horizonte... Aqui, do alto da montanha, ouço o chilrear dos pássaros e sinto o vento a bater-me na cara enquanto admiro o brilhante e deslumbrante sol. Já sinto o cheiro dos milhares de pinheiros que estão do meu lado esquerdo. Atrás de mim tenho uma cruz, sim... uma cruz, e ao olhar para ela é como se o tempo parasse, e eu pudesse contemplar tudo durante horas... Agora, na minha mão esquerda, admiro uma maçã bem vermelha. Tem um óptimo aspecto, e o seu cheiro... nem vos digo nem vos conto. Vou dar a primeira dentada, "hum...", está tão suculenta! Vou-a trincando aos poucos...
Ao meu lado direito, quer dizer, entre a minha frente e o meu lado direito encontra-se a Ínsua. A Ínsua é uma pequena ilha que se situa na foz do Rio Minho, onde existe um forte e um antigo convento que eu um dia gostaria de visitar. Como vêem, este sítio é especial, traz boas vibrações e faz-nos sentir únicos, como só uma pessoa se sabe sentir, pois com esta imensidão sinto-me a rainha do mar...
.....
Moledo, 19 de Março de 2011
Sofia Alves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

O mundo no teu olhar

Vejo o sol e o mar nos teus olhos
Fixos em mim.

O calor do teu olhar
Faz o meu coração bater
Ao ritmo do vento.

O teu olhar suave e quente,
Faz o meu sangue fervilhar
Em todo o corpo.

Tento dizer-te «AMO-TE»,
Mas… é difícil.
Pois dos meus olhos só caem
Lágrimas de amor.

Ana Cláudia Lourenço Sousa, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

No meio da escuridão…


Lá estava eu sentada,
No meio daquela escuridão…

Olho em meu redor
E vejo solidão.

Mas lá no fundo, bem lá no fundo,
Sinto uma grande dor no coração…

Tento voar,
Mas as minhas asas não têm forças…

Tenho medo do que possa acontecer,
Por favor, alguém me venha socorrer.

Soraia Gravato, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Amor

Amor é alegria,
Uma canção,
E está sempre no coração.

Pode ser um pássaro,
Um avião,
Até mesmo um xi-coração.

O amor é a essência da vida,
Que nunca mais será esquecida…

Ricardo Costa, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Chegou o Inverno

Chegou o Inverno
Sinto o frio nas minhas mãos
As montanhas têm cobertores brancos
E as árvores, que vestem folhas pintadas de igual cor,
Acolhem esquilos, grandes e pequenos,
Nos seus troncos esburacados.

Um céu azul
Em que tudo se vê nitidamente.
Com os pássaros longe
Reina a tranquilidade neste mundo.

Rita Guimarães, 6.º B
(E.B. de Vila Praia de Âncora)

domingo, 27 de março de 2011

O meu jardim

À minha volta a paisagem é verde, pois há muitas árvores, e como estamos na Primavera, as flores começam a florir e as árvores a crescer. Viro-me para o meu lado esquerdo e vejo fartas oliveiras com pequenas azeitonas, que talvez sejam utilizadas para fazer azeite. Enquanto olho para a minha frente os meus olhos prendem-se nas cores das pequenas laranjas, entre as folhas das laranjeiras. Como o dia está quase a acabar, comecei a espreitar para o meu lado direito e vi belíssimas flores brancas, cor-de-rosa e amarelas. Por trás de mim, um grande monte, quase sem árvores, mas mesmo assim é um monte verde. Pego na última maçã da minha macieira, observo-a e reparo que é macia, com uma cor avermelhada que me desperta a atenção. O vento sopra de uma forma gélida que agita o meu cabelo, fazendo pequenas ondas que me lembram o mar. Começo a comer a maçã de uma forma lenta e consigo sentir todos os sabores do mundo em cada dentada. Olhando pelo canto do olho, vislumbro uma igreja que me faz chorar, criando um oceano de lágrimas…

Rita Guimarães, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

O beijo

O beijo é…
O significado do amor
Com a paixão pode-se sentir
Dor
Ódio

Um beijo de verdade
É sentido lá no fundo
No coração…

Existem vários tipos de sentimentos
A amizade
O amor
A estima
A consolação

Sente-se se uma pessoa é meiga
Pelo beijo
Pela ternura
E pelo afecto

O beijo é uma esperança
De amor…

José Araújo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O anjo da tristeza

O horror da tristeza
dá vida ao medo...
do qual nasce a escuridão
que isola, até, a mais calma das paisagens...

Diogo Lourenço, 6.º B
(E.B. de Vila Praia de Âncora)

O Deserto

O deserto,
Um enorme espaço,
Árido e agreste,
Onde a vida
Não existe.

Um sítio
Onde só há
Areia, areia, e mais areia.
A vida não sobrevive
Neste lugar devoluto.
.
Ulisses Araújo, 6.ºB (E.B. de Vila Praia de Âncora)

O Tempo

O tempo parou.

Acabou, foi de vez!
Já não há nada que o faça voltar atrás
Nada nem ninguém o pode impedir,
De parar, e parar o mundo.

Seja alguém atrevido o suficiente para questionar o tempo.
Ai de quem o questionar!…
Ninguém, mas mesmo ninguém terá esse prazer.

O tempo não é apenas um relógio
Que roda e roda horas sem fim.

O tempo é uma vida…

Cristiana Lima, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quinta-feira, 24 de março de 2011

A Minha Aldeia

Estamos na Primavera. O ambiente estava calmo e descontraído, via as ovelhas na leira a alimentar-se, ouvia-se o chilrear dos pássaros e sentia-se aquele cheirinho a Primavera, tão bom! Nenhuma árvore se encontrava nua, todas elas erguiam belos vestidos como as rainhas levavam para os bailes. A brisa que passava pelo céu tão azul fazia o meu coração vibrar.
Eu estava encurralada por coisas belas que anunciavam a Primavera. Parecia o paraíso. As leiras estavam completamente verdes, de tal forma que parecia que os olhos das ovelhas brilhavam como o sol radiante que nascera naquele dia.
Eu ia começar a saborear uma pêra amarelinha e grandinha. Conforme a trinquei deu logo para perceber que era gostosa e suculenta… Eu saboreava aquela pêra como nunca tinha saboreado mais nada neste mundo. É um sinal para nos alertar que se não poluirmos o ambiente muitas outras coisas como esta poderão nascer…

Cristiana Lima, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Da varanda de minha casa

Da varanda de minha casa, vê-se uma bela paisagem: as dunas do caldeirão, o rio Âncora e a sua foz, o parque, a ponte da praia (depois da linha do comboio), a marginal que acompanha o rio até à foz e também um campo de futebol.
A minha mãe diz que, antigamente, na parte das dunas (antigos caldeirões), era um espectáculo para aprender a nadar, só que hoje está cheio de junco! Em frente aos caldeirões, na outra margem do rio Âncora, vejo diariamente bandos de patos selvagens e garças, e até já foram vistas lontras. Ou seja, aquilo mantém-se um paraíso, excepto no Verão, época em que há muitas pessoas a navegar no rio e assustam qualquer animal!
O rio é muito engraçado: há alturas que é largo, grande, bate com a espuma na junqueira, ali perto dos caldeirões, quando a maré sobe e o mar anda revolto; outras vezes o rio parece que sumiu e fica só um fio no caudal, quando a maré está vaza…
E ainda vejo o parque, que ao domingo se enche com muitos meninos. Quando o tempo está bom, os pais fazem passeios, caminhadas, correm e andam de bicicleta com os filhos, porque há uma pista de ciclismo.
Há também um campo de futebol não muito grande, que se enche mais aos fins-de-semana, com os pais e filhos. No Verão é um pouco chato porque muitas vezes é meia-noite e ainda estão a jogar, e o meu quarto tem a varanda virada para esse sítio!
E para finalizar tenho a linha de comboio quase dentro da minha varanda, diferença de cinco metros, mas quando passa o comboio de mercadorias parece que me entra pelo quarto. De certeza que ninguém tem uma paisagem tão singular como a minha…
Mas é uma paisagem deveras lindíssima, onde, sem limites, a visão nos leva, ao fim da tarde, até ao pôr-do-sol, muitas das vezes magnífico… Se quiserem apreciar, venham vê-la.

Diogo Brás, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Descrição da Johanna

Neste mesmo momento estou a pegar numa maçã. Ela tem a casca macia. A seguir levo-a lentamente à boca e saboreio o seu sumo: é doce como o mel.
No sítio em que me encontro há plantas diversas e existe um riacho perto de mim, que corre vagaroso sobre as pedras. Ouço os pássaros a chilrear e as andorinhas a chegar. Existe ainda uma palmeira, rodeada de relva verde. Sinto uma brisa que corre nos meus braços e na cara.
Passam por aqui as pessoas para irem trabalhar para os seus campos e para irem apanhar o calor da Primavera e, enquanto os vejo, agrada-me sentir o cheiro do eucalipto.
Este sítio é muito especial para mim porque gosto bastante da Natureza e é aqui que contacto com alguns animais. E gosto ainda mais dele porque aqui perto costuma estar um cavalo…

Johanna dos Santos, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Nas margens do rio Âncora

É um sítio calmo onde se ouve a água a correr e o chilrear dos pássaros, e não se vê poluição.
Existem árvores de várias espécies, como carvalhos, mimosas, loureiros, eucaliptos e outras árvores ribeirinhas.
As águas do rio são límpidas e fazem bastante barulho.
Estou sentado num muro de uma fonte muito antiga, do ano de 1958, restaurada recentemente. Do meu lado direito vejo árvores e uma cascata. Do meu lado esquerdo vejo uma margem do rio e as águas a correrem rapidamente. Olhando em frente vejo a outra margem e, por entre as árvores, consigo vislumbrar algumas casas. Por trás de mim estende-se um campo todo verde, coberto de ervas e salpicado com flores silvestres amarelas, roxas e brancas.
Está um dia maravilhoso, cheio de sol, agradável, um dia de Primavera. Com este sol até me apetecia tomar banho no rio. Gosto muito deste lugar e no Verão costumo vir cá dar um mergulho no final do dia.

José Diogo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

E se de repente caíssemos no século XV... [da Marisa]

Eu e a minha turma estávamos a ter uma aula de História e Geografia de Portugal com o professor Luís Rêpas, sobre o século XV. Estive a imaginar como seria se fôssemos nós (a minha turma, eu e o professor) a viver nesse século. Imaginei, imaginei, imaginei, até que consegui chegar a algum lado.
Então foi assim. Caímos dentro de um castelo, num enorme salão. Olhámos à nossa volta e vimos, ao fundo, uma tela pintada que, em baixo, tinha um letreiro que dizia: “Edmund of Langley – 1.º Duque de York”. Ele era inglês, de Inglaterra. Depois dessa descoberta, silenciosamente, abrimos a porta e saímos desse salão. Encontrámo-nos num enorme corredor, com um compridíssimo tapete vermelho e dourado. Nas paredes, uns quadros e uns espelhos com as molduras revestidas a ouro. Não estava ninguém no corredor. De seguida passámos para uma linda varanda. Estávamos em Kings Langley, no verdejante condado de Hertfordshire. Encontrámos então uma pessoa, o próprio Edmund of Langley. Cumprimentámo-lo e apresentámo-nos. Olhámo-lo de alto a baixo, estranhando as suas vestes. Perguntámos-lhe se estaríamos no século XV e ele disse que sim.
– Como é que viemos aqui parar? – perguntou a Rita.
– Eu não sei, mas vamos aproveitar este dia porque é o meu aniversário e assim já posso dizer que fiz anos em 1402 – respondi eu.
– Também acho – respondeu a Beatriz.
Íamos todos em direcção do salão, mas, mal virámos as costas, ouvimos um barulho estranho. Era Edmund of Langley. Estava a morrer. Tocámos rapidamente o sino e vieram cinco homens buscá-lo, mas já era tarde demais. Tinha falecido. Estávamos no dia 1 de Agosto de 1402 e Edmund of Langley contava sesenta e um anos de idade.
– Lamentamos muito a morte de Edmund of Langley – suspirou o professor Luís Rêpas junto dos seus familiares.
Sepultaram o corpo de Edmund of Langley no cemitério. Atirámos flores.
No fim do funeral, para afastarmos a tristeza, pedimos para usar o salão. Eles deixaram. Começámos a colocar a comida em cima das mesas, depois as decorações e, por fim, arranjámos músicos. Dançámos, comemos e divertimo-nos a valer. Mas quando ouvi arrastar as cadeiras reparei que era para sair da aula. E assim acaba a minha imaginação, por hoje.

Marisa Esteves, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)