sábado, 25 de setembro de 2010

O rapaz que ouvia as estrelas

Autor: Tim Bowler

Luke é um rapaz de catorze anos que tem um dom especial de ouvir a música do universo. Cada ser, cada pessoa, cada árvore, cada pedra entoa a sua melodia própria e Luke sabe ouvi-las. Tinha um imenso talento para a música, para o piano, como o seu pai, mas com o desaparecimento do seu pai as coisas mudaram… Se queres saber o resto da história, podes ir à biblioteca escolar requisitar o livro.

João Fão, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Rei Lagarto (Triângulo Jota)

Autor: Álvaro Magalhães

Se gostares de aventura e suspense, este livro é ideal para ti.
Tudo começou quando apareceu um velho amplificador na cave da casa do Joel, que trouxe uma mensagem terrível, e depois… Para veres o que aconteceu a seguir vai a uma biblioteca e requisita o livro.
Espero que gostes.

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Regresso à Escola

Vou para a escola
Com a minha bola;
Vamos brincar, rir e saltar
Mas não me posso esquecer
Que é preciso estudar.

Nesta escola aprendi
Que é preciso trabalhar,
Fazer o que o professor manda...
Anda para a escola, anda.

A escola é um lugar onde
Se fazem muitos amigos;
Crescer, estudar, trabalhar,
Para mais tarde recordar.

Miguel Amorim (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 31 de julho de 2010

Um verdadeiro amigo

Um dia o menino foi visitar o pequeno pintassilgo e reparou que ele tinha uma ferida na asa. Subiu para a copa do cedro para ver se avistava alguma águia ou algum falcão. Por sorte viu uma águia e gritou-lhe a pedir ajuda. A águia, com o seu forte sentido auditivo, respondeu logo ao pedido de ajuda e perguntou:
– Quem me chama?
– Eu… um pequeno rapaz com um pintassilgo ferido na copa do cedro mais próximo – respondeu o rapaz.
A águia dirigiu-se a eles e a meio do caminho encontrou um pintassilgo morto ou, mais correctamente dizendo, uma pintassilgo morta.
E trouxe o pintassilgo para mostrar. O rapaz reconheceu logo que era a mãe do pequeno pintassilgo. Então o rapaz, zangado, disse:
– Leva-me lá para baixo e espera por mim à porta da minha casa.
O rapaz desceu, entrou em casa pegou em hortelã, malagueta e noz-moscada, misturou tudo e veio cá para fora. E disse à águia para o levar novamente lá para cima, mas a águia perguntou-lhe o que era aquilo e ele respondeu que era uma poção mágica. Entretanto lá foi ele lá para cima e ressuscitou a mãe pintassilgo e curou o bebé.
A mãe pintassilgo agradeceu-lhe e disse-lhe que quando ele precisasse que o ajudava.
É como se vê: quando alguém ajuda um amigo, um dia, o amigo ou outra pessoa pode ajudá-lo também.

Ulisses Araújo (E.B. de Vila Praia de Âncora)

E não se esqueçam que os amigos são como as estrelas; mesmo quando não as vemos, sabemos que elas lá estão...
Um amigo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Saudades / Escola

O Diogo dá uma série de bons conselhos num poema em que aborda a saudade de uma forma muito pessoal...

Eu tenho saudades...
Saudades do meu tio
Que mora no Canadá
E tem uma casa à beira-rio.

Agora estou na escola,
Mas quando ela acabar
Nas férias terei de estudar.

Sinto muito a falta do meu tio
Mas quando ele regressa
Dá-me muita alegria...
E fantasia!

E não se esqueçam:
A escola é um lugar
Em que é preciso estudar
Para no final passar.

Diogo Brás (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 17 de julho de 2010

Feira Medieval de Caminha (22 a 25 de Julho de 2010)

A Feira Medieval animará o centro histórico de Caminha de 22 a 25 de Julho.
A Feira Medieval de Caminha integra as comemorações da outorga do Foral a Caminha, em 1284, pelo rei D. Dinis.
Os trajes, a gastronomia, a animação, a música, a dança, os espectáculos equestres, o teatro, os desportos e outras práticas da época medieval estarão de regresso a Caminha. Durante os quatro dias de feira, os visitantes, como que por magia, têm a oportunidade de conviver com as figuras mais tradicionais de outros tempos, podendo entrar activamente no espírito da festa, envergando as roupas tradicionais, participando nas brincadeiras e animando o espaço da feira.
"Entre na Máquina do tempo e faça uma viagem pela Feira Medieval de Caminha" - é o desafio lançado pela Câmara Municipal de Caminha.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sonhar

Sonhar com um beijo
foi um desejo
e ao ver-te a dançar
não consegui estudar.

A nossa amizade
atinge o fim
com piedade,
isso sim.

E esse doce sabor,
leve como um lenço,
ficou na dor
assim suspenso...
Sofia Alves (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Faleceu Matilde Rosa Araújo I

Lembras-te deste texto? Apareceu no teu primeiro teste de Língua Portuguesa do 5.º ano. A sua autora faleceu. Vale a pena relê-lo de novo, em sua memória e, depois, também vale a pena ler o texto do Eduardo, inspirado neste.

Os dois irmãos sabiam que há muito tempo a casa estava abandonada. E olhavam-na, de longe, com encanto.
– Maria! Se lá estivesse um tesouro…?
– Um tesouro…?! Tu disseste um tesouro, Joaquim?! – Ouvi dizer que naquela casa havia um tesouro escondido...
Maria olhou o irmão com os olhos a brilhar. A brilhar muito. Os olhos de Maria eram muito lindos, porque estavam cheios de sonho.
O que é um tesouro? Muito ouro? Muita prata? Brilhantes? Safiras cor de mar? Esmeraldas verdes como uma árvore jovem sobre a água?
Talvez estrelas, até. Estrelas que pudessem caber nas nossas mãos sem nos queimarmos. Pérolas brancas de leite para um lindo colar...
E Maria pediu ao irmão:
– Vamos lá ver, se há um tesouro, vamos?
– Nós?
– Então... não queres?!
– Se quero!...
– Mas não haverá mal? A nossa mãe...
«... E o nosso pai...» – pensou Maria.
Mas os olhos de Maria poisavam nos de Joaquim. E os de Joaquim – tão lindos, também! – nos de Maria.
E um sonho no meio deles – o tesouro!
Maria e Joaquim não acreditam em bruxas nem em fadas. Nem em dragões. Mas ainda acreditam em tesouros!
E deram a mão um ao outro. E saíram, devagarinho, em silêncio, até à velha casa.
Esta ficava no meio de um bosque, abandonada.
Ambos estavam receosos. Não é vergonha ter medo. O medo é tão natural como a coragem. A alegria da coragem. Vergonha é não vencer o medo, quando o devemos vencer.

Matilde Rosa Araújo, O Sol e o Menino dos Pés Frios, Livros Horizonte

Esta foi a continuação que o Eduardo propôs para o texto de Matilde Rosa Araújo:

E lá foram os dois em busca do tesouro escondido.
– Ó Joaquim, não achas melhor levar duas lanternas? – perguntou a Maria.
– Sim, acho – respondeu o irmão.
Quando eles lá chegaram viram espelhos partidos, paredes rachadas, telhas soltas e muitas mais coisas. Entraram porque viram algo a mexer-se e, cheios de curiosidade, quiseram ver o que era. Mal entraram a porta fechou-se e eles assustaram-se.
– O que foi isto? – perguntou o Joaquim.
– Não sei – respondeu a irmã.
Eles viram um baú enorme e quiseram saber o que tinha dentro. Abriram-no e saiu de lá uma múmia. O Joaquim e a Maria começaram a correr e a gritar. Atrás deles vinha a múmia e eles entraram num quarto.
– Foi por pouco! – exclamou Maria.
Nesse instante a múmia começou a bater na porta.
– Fecha! Fecha! – gritou ela. Mas nesse quarto estava um fantasma.
– Abre! Abre! – gritou a Maria outra vez.
Por momentos conseguiram fugir do fantasma e da múmia. No entanto, a múmia voltou a aparecer e começou a chamar por eles. Quando a múmia os apanhou eles acordaram e a mãe deles dizia: “É só um sonho, calma!”.

Eduardo Novo (Novembro de 2009)

Faleceu Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo (nasceu em 1921 e morreu em 6 de Julho de 2010) foi uma das maiores escritoras portuguesas de literatura infantil. Foi professora (leccionou o primeiro Curso de Literatura para a Infância), mas destacou-se, sobretudo, como autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças.
Entre as suas obras, destacamos as seguintes:
O Livro da Tila (1957)
O Palhaço Verde (1960)
O Sol e o Menino dos Pés Frios (1972)
O Reino das Sete Pontas (1974)
As Fadas Verdes (1994)





















Matilde Rosa Araújo recebeu os seguintes prémios no domínio de Literatura para a Infância:
- Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian;
- Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, pelo livro O Palhaço Verde.
- Em 1996, recebeu o prémio para o melhor livro infantil, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, pelo seu trabalho As Fadas Verdes (livro de poesias).

Matilde Rosa Araújo, em 2003, foi condecorada, pelo Presidente Jorge Sampaio, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.Dedicou, ainda, parte da sua vida aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ternura

Ternura, minha ternura,
onde está a tua morada?
Ternura do meu coração,
de tanto procurada.

Deves estar na amizade,
na alegria, no amor,
no coração...

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Eu chamo por ti,
preocupo-me contigo,
mas, no final de tanta preocupação,
ninguém me responde.

Já tenho saudades tuas,
de tanto te procurar,
à luz do luar.

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Ontem sonhei contigo,
no meu sono profundo.
O meu sonho será realidade?
Ou não...

Marisa Esteves (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 3 de julho de 2010

Uma Sereia que se perdera pelo caminho

No outro dia estava a cavalgar, na praia, quando vi, lá longe, uma cauda estranhíssima e então fui até lá. Ao aproximar-me comecei a ver que aquela cauda pertencia a uma sereia que estava magoada.
Cheguei perto dela e perguntei-lhe:
– Olá! O que tens?
Depois desta pergunta ela, assustada, disse:
– Eu… eu… fui atacada por um tubarão. Ele queria comer-me e eu comecei a fugir. Algum tempo depois, quando ele estava quase a apanhar-me, eu vim para a superfície e ele ferrou-me a cauda com os seus dentes afiados. Agora já não consigo nadar!
Ao ver isto levei-a para casa. Mas, como eu não tinha contado nada aos meus pais, tive de a esconder no meu quarto durante algum tempo. Depois comecei a pôr-lhe gesso na cauda para ver se a ferida passava. Mas não passou. Então eu perguntei-lhe se ela sabia o que a podia curar. Ela disse que sim, mas também disse que não sabia como se chamava a erva. Depois de ma descrever, lá percebi do que se tratava. Então ela pediu-me que lhe arranjasse dez pedaços dessa erva molhada, que isso ia curá-la e eu lá fui. Quando voltei ela disse-me:
– Nós ainda não nos apresentámos.
– Pois não – respondi eu.
Ela é que começou a apresentar-se e disse que o seu nome era Leonor e que tinha dez anos de idade. Depois fui eu que me apresentei. Disse-lhe que me chamava Rita e, curiosamente, também tinha dez anos de idade. No dia seguinte ela já estava muitíssimo bem e eu voltei a levá-la para onde ela estava. Antes de ir embora, ela deu-me um colar que dava muita sorte.
.
Rita Guimarães (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A neve

Uma bola de neve caiu,
caiu no meu jardim,
magoou o meu coração
sem ter dó nem perdão.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

O Outono

O Outono chegou,
e com ele a dor, o frio
e também o vento
que nos fazem sofrer cá dentro.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

Sonhar

Eu gosto de sonhar.
Sonhar traz-me ilusões.
Ao sonhar imagino coisas impossíveis…
impossíveis de concretizar.

Às vezes sonho que sou uma princesa
e caso com um príncipe.
Mas tudo isso não passa de ilusões
que nós às vezes temos.

Mas…
sonhar é diferente, não são ilusões
que se criam na nossa cabeça!
É pensar no amor, na amizade, na vida para além da morte.

Sonhar faz bem,
ninguém vos pode impedir de sonhar
seja o que for, por isso…
Sonhar é liberdade!

Podes ser livre se…
Sonhares!

Cristiana Lima (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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Leiam outra vez e sonhem, sonhem muito...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

À descoberta do mar

O mar é longo e profundo,
é vida que nunca mais acaba,
é onde há mais esperança
e as ondas atingem
o nosso coração…

O som do mar é música
para os nossos ouvidos.

Transmite emoção
para todos nós, e faz-nos
lembrar o passado vivido.

Ana Cláudia (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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A Ana redigiu mais um poema para despertar os nossos sentidos... Leiam duas vezes porque vale a pena.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As ondas do mar

Quem me dera ser
uma onda do mar
e ter liberdade infinita,
nadar por onde quiser,
bater nas rochas,
nas duras rochas,
até ao fim do tempo...

Mas essas rochas, duras,
são elas que me fazem voltar
para o amor e ternura
do meu pai, o mar.

Ulisses Araújo, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

domingo, 20 de junho de 2010

Bichos e Bicharocos

Conhecem estes animais? Não?! Querem conhecer? Então cliquem aqui ou sobre cada uma das imagens.





O sorriso da minha mãe

Quando eu nasci
a minha mãe sorriu,
pegou em mim com muito amor
e ficou com calor.
O calor do sorriso
é como um feitiço
lançado pelo amor.

O sorriso é uma arte
que se reparte
com toda a gente.
Não aparece de repente,
mas está sempre na nossa mente.

João Fão, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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Como vêem, o poema do João é muito bonito e profundo. Os dois primeiros versos são uma pérola e a primeira estrofe pedia para ser escrita há muito tempo... O João fez-lhe a vontade. E fez bem! Parabéns João!
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sabias que as tapeçarias...?

Sabias que as tapeçarias que viste no Paço dos Duques, em Guimarães, são cópias?
Lembras-te das monumentais tapeçarias que viste em Guimarães, no Paço dos Duques? Pois bem, não são as originais! Na realidade, são cópias feitas na década de 1930, no tempo de Salazar. As verdadeiras Tapeçarias de Pastrana (assim são conhecidas), que representam as conquistas portuguesas no Norte de África (“O Desembarque em Arzila”, “O Cerco de Arzila”, “O Assalto a Arzila” e “A Tomada de Tânger”), realizadas no século XV por encomenda do rei português D. Afonso V (O Africano), foram parar a Espanha, misteriosamente, no século XVI, e hoje pertencem à Colegiada de Pastrana, em Guadalajara (Espanha).
A boa notícia é que as tapeçarias originais foram recentemente restauradas na Bélgica e estão a ser exibidas em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, até 12 de Setembro de 2010.
Depois prevê-se que sejam expostas em Toledo e em Madrid. Há ainda a intenção de as levar a Nova Iorque, para serem mostradas no Metropolitan Museum, e abre-se agora a hipótese de serem exibidas em Guimarães, em 2012, quando a cidade for Capital Europeia da Cultura. Se isso acontecer, já tens um óptimo pretexto para voltar a Guimarães...

domingo, 13 de junho de 2010

Sabias que D. Leonor Teles...?

Sabias que D. Leonor Teles de Meneses, antes de casar com o rei D. Fernando, já tinha sido casada com João Lourenço da Cunha, de quem teve um filho chamado Álvaro da Cunha?
A sua irmã, Maria Teles, era aia da infanta D. Beatriz, filha de D. Pedro I e de Inês de Castro, e conta-se que, numa altura em que visitou essa sua irmã, terá seduzido o rei D. Fernando.
O Rei, apaixonado, conseguiu obter a anulação do 1.º casamento de D. Leonor Teles (alegando consanguinidade entre os cônjuges), de forma a poder casar com ela. O povo português reprovou essa atitude do monarca, nunca concordou com este casamento (até porque D. Fernando tinha o seu casamento tratado com uma outra D. Leonor, filha do rei de Castela) e passou a olhar com desconfiança para D. Leonor Teles. Houve uma pequena revolta em Lisboa, que o rei reprimiu com violência, e D. Fernando acabou por casar com D. Leonor Teles no Mosteiro de Leça do Balio (um pouco a norte de Porto), em 15 de Maio de 1372.
D. Leonor Teles viria a falecer em Tordesilhas (Castela), em 27 de Abril de 1386.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Lua e o Homem

O Homem um dia foi à Lua, mas como a Lua estava a chorar o Homem tentou acalmá-la com uma canção, com um canto...
No dia seguinte, quando ele lá voltou, a Lua continuava a chorar e o Homem perguntou-lhe:
– Porque é que estás a chorar?
– Eu estou a chorar porque não paro de ter pesadelos.
– Pesadelos de quê?
– Pesadelos de que vou cair na Terra.
A Lua continuava a chorar, a chorar e a chorar. O Homem estava tão emocionado com a Lua que até foi ver as suas crateras e quando se foi embora para casa, no seu foguetão, lembrou-se de lhe escrever uma carta de amor.
E a partir dessa noite a Lua começou a ter sonhos felizes.

Luís Ferreira, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [inspirado na obra Quando o Homem Beijou a Lua, de José Jorge Letria].

Se a Rita fosse da nobreza e vivesse na Idade Média

Se eu fosse da nobreza teria um castelo muito grande. Teria muitas terras onde o povo trabalharia e depois tinham de me pagar uma renda por lá trabalharem.
Teria muitas roupas e jóias e, quando houvesse alguma festa, iria com as minhas melhores roupas e jóias. Em minha casa haveria uma mesa desdobrável para levar para as minhas outras casas. A divisão mais importante da casa era o salão. A casa podia ter pouco mobiliário, mas era suficiente.
Teria uma vida privilegiada. Praticava actividades físicas e militares. Andaria a cavalo e seria o braço direito do rei. Também gostaria de não apanhar a Peste Negra. O meu castelo teria todos os espaços e compartimentos necessários: a cozinha, os quartos, a quinta, a horta, a cave, um hospital, um sítio espaçoso onde o povo pudesse trabalhar, um lago, um esgoto, o salão, as torres de vigia e até quartos de banho (não era hábito nessa altura, mas eu teria quartos de banho no meu castelo!). Haveria ainda uma biblioteca, uma igreja, um lugar para guardar as armas, uma prisão e um lugar por onde eu pudesse fugir se o exército inimigo conseguisse entrar no meu castelo.
O meu divertimento preferido seria ver justas. Teria muitos animais e quando eu quisesse ir à cidade iria a cavalo.

Rita Guimarães, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)