quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Livro Fantástico

Autores: Tony DiTerlizzi e Holly Black
Colecção: As Crónicas de Spiderwick
Editora: Editorial Presença

O Livro Fantástico é um livro que fala de três irmãos que mudaram de casa. Essa família nem sabe o que a espera, pois a casa para onde eles vão morar está cheia de histórias e a mais importante é a que eu vos vou contar:
Artur Spiderwick, tio-bisavô de Jared, Mallory e Simon Grace, acreditava em criaturas fantásticas. E tinha razão! Elas existiam, mas ninguém acreditou até que, certo dia, Jared Grace, um rapaz muito intrometido, destruiu a parede da cozinha, por ter ouvido um barulho vindo de lá. Ao destruir a parede, descobriu uma passagem secreta que dava para um escritório cheio de plantas e de outra coisas esquisitas que lá estavam. Jared viu um livro e começou a lê-lo. Ao ver a primeira folha ficou pasmado, pois o livro continha escritos e desenhos sobre criaturas fantásticas.
Não vos posso contar mais, mas se querem saber como evolui a história vão a uma biblioteca ou pesquisem sobre o livro e verão que vão gostar.

Eduardo Novo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A Canção da Ninfa

Autor: Tony DiTerlizzi e Holly Black
Colecção: As novas crónicas de Spiderwick
Editora: Editorial Presença

Esta história fala de um rapaz chamado Nick, que vivia com o seu pai e que tinha uma meia-irmã (Malory) que detestava, pois achava-a maluca por estar sempre a ler livros sobre criaturas fantásticas e por estar sempre a falar delas.
Um dia estavam eles a embirrar um com o outro quando Malory vê um ser deitado na relva. Malory pensou que fosse uma criatura fantástica… e era mesmo! Nick, contra sua vontade, ajudou Malory a levar a criatura fantástica para o lago, pois estava cheia de escamas. Mal a puseram na água, a criatura mexeu-se e fugiu. No dia seguinte Malory e Nick foram ver se encontravam a criatura. Assim que chegaram ao lago, Nick viu algo a vir na sua direcção que o puxou para dentro de água. Nick tentou libertar-se e conseguiu, mas, quando se levantou, apercebeu-se que tinha acontecido algo extraordinário…
Não te posso contar o final da história, mas vale a pena ler o livro, ou toda a colecção, pois tenho a certeza que vais adorar!

Eduardo Novo, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sete Dias e Sete Noites

Autor: Álvaro Magalhães
Editora: Edições ASA

Em Vivalma, uma pequena aldeia onde o Jorge, o Joel e a Joana estão a passar férias, os dias são mais compridos e as noites mais misteriosas.
Os acontecimentos estranhos sucedem-se e, quando os três jovens decidem visitar o Solar dos Meneses, que dizem receber visitas dos que já partiram desta vida, envolvem-se numa investigação arrepiante que lhes revela os segredos mais ocultos da casa.
O que está dentro do escuro? Onde estão os três pedaços da fotografia rasgada? É preciso crer no trabalho de cartas onde se lê o futuro? Eles buscam um segredo do passado, mas atrás de cada enigma há sempre um outro enigma.
Feitiços, segredos, alquimias, estranhas aparições, são apenas alguns dos ingredientes desta história divertida e assustadora que dura… sete dias e sete noites.

Se gostas de aventuras, coisas impossíveis e divertidas ao mesmo tempo, este livro é ideal para ti. A sério!

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

domingo, 10 de outubro de 2010

“Deram-se vivas à República” em Vila Praia de Âncora

Na nossa escola, em Vila Praia de Âncora, os alunos do 6.º B representaram uma simbólica proclamação da República, com discursos inflamados e hastear da bandeira republicana. “Deram-se vivas à República” e foi deposta a bandeira da Monarquia numa encenação a que assistiram centenas de alunos dos vários ciclos de ensino.

Eis o discurso proferido, em jeito de texto dramático:

Ulisses
– Cidadãos!
Na madrugada de 4 de Outubro de 1910 rebentou em Lisboa um movimento revolucionário que resultou na proclamação da República em Portugal. Os republicanos reuniram-se no Rossio, no centro de Lisboa, e concentraram depois as suas forças na Rotunda, no alto da Avenida da Liberdade, onde se prepararam para enfrentar as forças armadas adeptas da Monarquia. Após um dia de confrontos armados, os republicanos venceram e, ontem, dia 5 de Outubro, o ilustríssimo José Relvas proclamou solenemente um novo regime político, a República, numa varanda da Câmara Municipal de Lisboa, debaixo dos aplausos de uma imensa multidão.
D. Manuel II e a rainha-mãe, D. Amélia, retiraram-se para Mafra, onde receberam a notícia da proclamação da República e da constituição do governo provisório, presidido pelo Dr. Teófilo Braga. A revolução republicana triunfou. A Família Real dirigiu-se para a Ericeira e embarcou para Gibraltar, onde um barco de guerra inglês os transportou até ao exílio, em Inglaterra. A partir de agora não queremos mais nenhum Rei! Queremos poder escolher livremente o nosso Presidente, pela sua qualidade e pelas suas capacidades de governação.

Entra um monárquico que, de uma forma provocatória, ergue uma bandeira da Monarquia. A população apreende a bandeira e entrega-a aos discursantes.

Eduardo (mostrando a bandeira)
– Esta é a bandeira da Monarquia. Jamais voltará a ser a bandeira do nosso país! (Atira a bandeira para o chão, provocando o êxtase da população.) Abaixo a Monarquia! Viva a República!

A População repete, agitando bandeiras republicanas:
– Abaixo a Monarquia! Viva a República! Viva a República! Viva a República!

Ulisses
– Aguarda-nos uma vida nova. Várias medidas estão a ser preparadas em Lisboa. Os símbolos da nossa gloriosa Pátria serão mudados: teremos uma nova bandeira, uma nova moeda (o escudo) e um novo hino nacional (“A Portuguesa”).

A população grita, enquanto agita as bandeiras republicanas:
– Viva a República! Viva a República! Viva a República!

Eduardo
– Prepararemos uma nova Constituição que garanta novos direitos e novas liberdades:
..... A educação é uma das nossas prioridades e, por isso, o ensino primário será obrigatório e gratuito;
..... Passará a existir liberdade religiosa;
..... O divórcio será permitido;
..... Haverá liberdade de imprensa;

A população grita, enquanto agita as bandeiras republicanas:
– Viva a República! Viva a República! Viva a República!

Eduardo
..... Os trabalhadores terão direito à greve;
..... Passará a haver um dia de descanso semanal e cada trabalhador fará apenas oito horas de trabalho diário;

Ulisses
– A revolução está a decorrer em todo o País e, sem resistência, a República tem sido proclamada em todos os concelhos. Decidimos, por isso, associarmo-nos ao movimento revolucionário e proclamar, também aqui, em Vila Praia de Âncora, a implantação da República. Içaremos agora a bandeira do novo regime republicano.

Enquanto é içada a bandeira, a população grita entusiasticamente, agitando as bandeiras republicanas:
– Viva a República! Viva a República! Viva a República!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A República não 'chegou' ao mesmo tempo a todo o País

A República foi proclamada oficialmente por José Relvas, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa, pelo início da manhã de 5 de Outubro de 1910. No entanto, ao Porto a República só chegou no dia 6. Em Braga, o grito de "viva a República!" ouviu-se, por fim, no dia 7. E em Guimarães só a 8 de Outubro de 1910 se proclamou o novo regime.

Estes três exemplos mostram como as notícias da implantação da República demoraram a correr um país pobre, com redes de comunicação pouco desenvolvidas.
Na nossa escola, em Vila Praia de Âncora, os alunos do 6.º B representaram uma simbólica proclamação da República, com discursos inflamados e hastear da bandeira republicana. “Deram-se vivas à República” e foi deposta a bandeira da Monarquia numa encenação a que assistiram centenas de alunos dos vários ciclos de ensino. Mas, sobre isso, tu poderás saber mais lendo o texto publicado em 10 de Outubro de 2010.

Sabias que a República...?

Sabias que, em Beijós, aldeia (sede de freguesia) situada a 12 Km de Carregal do Sal, no distrito de Viseu, a então recém implantada República Portuguesa só foi proclamada a 16 de Outubro de 1910? Esse acto mereceu o ajuntamento popular que a fotografia documenta.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Olhar do Dragão

Autor: Álvaro Magalhães

Durante a estreia do circo Lin, o Joel assiste ao rapto de Jade, a jovem trapezista chinesa, filha do proprietário. O Jorge e a Joana, dois irmãos que frequentam a escola dele, também lá estão. Os raptores pedem, em troca pela rapariga, umas preciosíssimas pedras chamadas “olhos do dragão”. Será que Jade vai voltar a voar?
Descobre tu… Basta requisitar o livro numa biblioteca.
Espero que gostes!

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 25 de setembro de 2010

O rapaz que ouvia as estrelas

Autor: Tim Bowler

Luke é um rapaz de catorze anos que tem um dom especial de ouvir a música do universo. Cada ser, cada pessoa, cada árvore, cada pedra entoa a sua melodia própria e Luke sabe ouvi-las. Tinha um imenso talento para a música, para o piano, como o seu pai, mas com o desaparecimento do seu pai as coisas mudaram… Se queres saber o resto da história, podes ir à biblioteca escolar requisitar o livro.

João Fão, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Rei Lagarto (Triângulo Jota)

Autor: Álvaro Magalhães

Se gostares de aventura e suspense, este livro é ideal para ti.
Tudo começou quando apareceu um velho amplificador na cave da casa do Joel, que trouxe uma mensagem terrível, e depois… Para veres o que aconteceu a seguir vai a uma biblioteca e requisita o livro.
Espero que gostes.

Miguel Amorim, 6.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Regresso à Escola

Vou para a escola
Com a minha bola;
Vamos brincar, rir e saltar
Mas não me posso esquecer
Que é preciso estudar.

Nesta escola aprendi
Que é preciso trabalhar,
Fazer o que o professor manda...
Anda para a escola, anda.

A escola é um lugar onde
Se fazem muitos amigos;
Crescer, estudar, trabalhar,
Para mais tarde recordar.

Miguel Amorim (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 31 de julho de 2010

Um verdadeiro amigo

Um dia o menino foi visitar o pequeno pintassilgo e reparou que ele tinha uma ferida na asa. Subiu para a copa do cedro para ver se avistava alguma águia ou algum falcão. Por sorte viu uma águia e gritou-lhe a pedir ajuda. A águia, com o seu forte sentido auditivo, respondeu logo ao pedido de ajuda e perguntou:
– Quem me chama?
– Eu… um pequeno rapaz com um pintassilgo ferido na copa do cedro mais próximo – respondeu o rapaz.
A águia dirigiu-se a eles e a meio do caminho encontrou um pintassilgo morto ou, mais correctamente dizendo, uma pintassilgo morta.
E trouxe o pintassilgo para mostrar. O rapaz reconheceu logo que era a mãe do pequeno pintassilgo. Então o rapaz, zangado, disse:
– Leva-me lá para baixo e espera por mim à porta da minha casa.
O rapaz desceu, entrou em casa pegou em hortelã, malagueta e noz-moscada, misturou tudo e veio cá para fora. E disse à águia para o levar novamente lá para cima, mas a águia perguntou-lhe o que era aquilo e ele respondeu que era uma poção mágica. Entretanto lá foi ele lá para cima e ressuscitou a mãe pintassilgo e curou o bebé.
A mãe pintassilgo agradeceu-lhe e disse-lhe que quando ele precisasse que o ajudava.
É como se vê: quando alguém ajuda um amigo, um dia, o amigo ou outra pessoa pode ajudá-lo também.

Ulisses Araújo (E.B. de Vila Praia de Âncora)

E não se esqueçam que os amigos são como as estrelas; mesmo quando não as vemos, sabemos que elas lá estão...
Um amigo

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Saudades / Escola

O Diogo dá uma série de bons conselhos num poema em que aborda a saudade de uma forma muito pessoal...

Eu tenho saudades...
Saudades do meu tio
Que mora no Canadá
E tem uma casa à beira-rio.

Agora estou na escola,
Mas quando ela acabar
Nas férias terei de estudar.

Sinto muito a falta do meu tio
Mas quando ele regressa
Dá-me muita alegria...
E fantasia!

E não se esqueçam:
A escola é um lugar
Em que é preciso estudar
Para no final passar.

Diogo Brás (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 17 de julho de 2010

Feira Medieval de Caminha (22 a 25 de Julho de 2010)

A Feira Medieval animará o centro histórico de Caminha de 22 a 25 de Julho.
A Feira Medieval de Caminha integra as comemorações da outorga do Foral a Caminha, em 1284, pelo rei D. Dinis.
Os trajes, a gastronomia, a animação, a música, a dança, os espectáculos equestres, o teatro, os desportos e outras práticas da época medieval estarão de regresso a Caminha. Durante os quatro dias de feira, os visitantes, como que por magia, têm a oportunidade de conviver com as figuras mais tradicionais de outros tempos, podendo entrar activamente no espírito da festa, envergando as roupas tradicionais, participando nas brincadeiras e animando o espaço da feira.
"Entre na Máquina do tempo e faça uma viagem pela Feira Medieval de Caminha" - é o desafio lançado pela Câmara Municipal de Caminha.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sonhar

Sonhar com um beijo
foi um desejo
e ao ver-te a dançar
não consegui estudar.

A nossa amizade
atinge o fim
com piedade,
isso sim.

E esse doce sabor,
leve como um lenço,
ficou na dor
assim suspenso...
Sofia Alves (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Faleceu Matilde Rosa Araújo I

Lembras-te deste texto? Apareceu no teu primeiro teste de Língua Portuguesa do 5.º ano. A sua autora faleceu. Vale a pena relê-lo de novo, em sua memória e, depois, também vale a pena ler o texto do Eduardo, inspirado neste.

Os dois irmãos sabiam que há muito tempo a casa estava abandonada. E olhavam-na, de longe, com encanto.
– Maria! Se lá estivesse um tesouro…?
– Um tesouro…?! Tu disseste um tesouro, Joaquim?! – Ouvi dizer que naquela casa havia um tesouro escondido...
Maria olhou o irmão com os olhos a brilhar. A brilhar muito. Os olhos de Maria eram muito lindos, porque estavam cheios de sonho.
O que é um tesouro? Muito ouro? Muita prata? Brilhantes? Safiras cor de mar? Esmeraldas verdes como uma árvore jovem sobre a água?
Talvez estrelas, até. Estrelas que pudessem caber nas nossas mãos sem nos queimarmos. Pérolas brancas de leite para um lindo colar...
E Maria pediu ao irmão:
– Vamos lá ver, se há um tesouro, vamos?
– Nós?
– Então... não queres?!
– Se quero!...
– Mas não haverá mal? A nossa mãe...
«... E o nosso pai...» – pensou Maria.
Mas os olhos de Maria poisavam nos de Joaquim. E os de Joaquim – tão lindos, também! – nos de Maria.
E um sonho no meio deles – o tesouro!
Maria e Joaquim não acreditam em bruxas nem em fadas. Nem em dragões. Mas ainda acreditam em tesouros!
E deram a mão um ao outro. E saíram, devagarinho, em silêncio, até à velha casa.
Esta ficava no meio de um bosque, abandonada.
Ambos estavam receosos. Não é vergonha ter medo. O medo é tão natural como a coragem. A alegria da coragem. Vergonha é não vencer o medo, quando o devemos vencer.

Matilde Rosa Araújo, O Sol e o Menino dos Pés Frios, Livros Horizonte

Esta foi a continuação que o Eduardo propôs para o texto de Matilde Rosa Araújo:

E lá foram os dois em busca do tesouro escondido.
– Ó Joaquim, não achas melhor levar duas lanternas? – perguntou a Maria.
– Sim, acho – respondeu o irmão.
Quando eles lá chegaram viram espelhos partidos, paredes rachadas, telhas soltas e muitas mais coisas. Entraram porque viram algo a mexer-se e, cheios de curiosidade, quiseram ver o que era. Mal entraram a porta fechou-se e eles assustaram-se.
– O que foi isto? – perguntou o Joaquim.
– Não sei – respondeu a irmã.
Eles viram um baú enorme e quiseram saber o que tinha dentro. Abriram-no e saiu de lá uma múmia. O Joaquim e a Maria começaram a correr e a gritar. Atrás deles vinha a múmia e eles entraram num quarto.
– Foi por pouco! – exclamou Maria.
Nesse instante a múmia começou a bater na porta.
– Fecha! Fecha! – gritou ela. Mas nesse quarto estava um fantasma.
– Abre! Abre! – gritou a Maria outra vez.
Por momentos conseguiram fugir do fantasma e da múmia. No entanto, a múmia voltou a aparecer e começou a chamar por eles. Quando a múmia os apanhou eles acordaram e a mãe deles dizia: “É só um sonho, calma!”.

Eduardo Novo (Novembro de 2009)

Faleceu Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo (nasceu em 1921 e morreu em 6 de Julho de 2010) foi uma das maiores escritoras portuguesas de literatura infantil. Foi professora (leccionou o primeiro Curso de Literatura para a Infância), mas destacou-se, sobretudo, como autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças.
Entre as suas obras, destacamos as seguintes:
O Livro da Tila (1957)
O Palhaço Verde (1960)
O Sol e o Menino dos Pés Frios (1972)
O Reino das Sete Pontas (1974)
As Fadas Verdes (1994)





















Matilde Rosa Araújo recebeu os seguintes prémios no domínio de Literatura para a Infância:
- Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian;
- Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, pelo livro O Palhaço Verde.
- Em 1996, recebeu o prémio para o melhor livro infantil, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, pelo seu trabalho As Fadas Verdes (livro de poesias).

Matilde Rosa Araújo, em 2003, foi condecorada, pelo Presidente Jorge Sampaio, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.Dedicou, ainda, parte da sua vida aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ternura

Ternura, minha ternura,
onde está a tua morada?
Ternura do meu coração,
de tanto procurada.

Deves estar na amizade,
na alegria, no amor,
no coração...

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Eu chamo por ti,
preocupo-me contigo,
mas, no final de tanta preocupação,
ninguém me responde.

Já tenho saudades tuas,
de tanto te procurar,
à luz do luar.

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Ontem sonhei contigo,
no meu sono profundo.
O meu sonho será realidade?
Ou não...

Marisa Esteves (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 3 de julho de 2010

Uma Sereia que se perdera pelo caminho

No outro dia estava a cavalgar, na praia, quando vi, lá longe, uma cauda estranhíssima e então fui até lá. Ao aproximar-me comecei a ver que aquela cauda pertencia a uma sereia que estava magoada.
Cheguei perto dela e perguntei-lhe:
– Olá! O que tens?
Depois desta pergunta ela, assustada, disse:
– Eu… eu… fui atacada por um tubarão. Ele queria comer-me e eu comecei a fugir. Algum tempo depois, quando ele estava quase a apanhar-me, eu vim para a superfície e ele ferrou-me a cauda com os seus dentes afiados. Agora já não consigo nadar!
Ao ver isto levei-a para casa. Mas, como eu não tinha contado nada aos meus pais, tive de a esconder no meu quarto durante algum tempo. Depois comecei a pôr-lhe gesso na cauda para ver se a ferida passava. Mas não passou. Então eu perguntei-lhe se ela sabia o que a podia curar. Ela disse que sim, mas também disse que não sabia como se chamava a erva. Depois de ma descrever, lá percebi do que se tratava. Então ela pediu-me que lhe arranjasse dez pedaços dessa erva molhada, que isso ia curá-la e eu lá fui. Quando voltei ela disse-me:
– Nós ainda não nos apresentámos.
– Pois não – respondi eu.
Ela é que começou a apresentar-se e disse que o seu nome era Leonor e que tinha dez anos de idade. Depois fui eu que me apresentei. Disse-lhe que me chamava Rita e, curiosamente, também tinha dez anos de idade. No dia seguinte ela já estava muitíssimo bem e eu voltei a levá-la para onde ela estava. Antes de ir embora, ela deu-me um colar que dava muita sorte.
.
Rita Guimarães (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A neve

Uma bola de neve caiu,
caiu no meu jardim,
magoou o meu coração
sem ter dó nem perdão.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

O Outono

O Outono chegou,
e com ele a dor, o frio
e também o vento
que nos fazem sofrer cá dentro.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

Sonhar

Eu gosto de sonhar.
Sonhar traz-me ilusões.
Ao sonhar imagino coisas impossíveis…
impossíveis de concretizar.

Às vezes sonho que sou uma princesa
e caso com um príncipe.
Mas tudo isso não passa de ilusões
que nós às vezes temos.

Mas…
sonhar é diferente, não são ilusões
que se criam na nossa cabeça!
É pensar no amor, na amizade, na vida para além da morte.

Sonhar faz bem,
ninguém vos pode impedir de sonhar
seja o que for, por isso…
Sonhar é liberdade!

Podes ser livre se…
Sonhares!

Cristiana Lima (E.B. de Vila Praia de Âncora)
.
Leiam outra vez e sonhem, sonhem muito...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

À descoberta do mar

O mar é longo e profundo,
é vida que nunca mais acaba,
é onde há mais esperança
e as ondas atingem
o nosso coração…

O som do mar é música
para os nossos ouvidos.

Transmite emoção
para todos nós, e faz-nos
lembrar o passado vivido.

Ana Cláudia (E.B. de Vila Praia de Âncora)
.
A Ana redigiu mais um poema para despertar os nossos sentidos... Leiam duas vezes porque vale a pena.