quarta-feira, 7 de julho de 2010

Faleceu Matilde Rosa Araújo

Matilde Rosa Araújo (nasceu em 1921 e morreu em 6 de Julho de 2010) foi uma das maiores escritoras portuguesas de literatura infantil. Foi professora (leccionou o primeiro Curso de Literatura para a Infância), mas destacou-se, sobretudo, como autora de livros de contos e poesia para adultos e de mais de duas dezenas de livros de contos e poesia para crianças.
Entre as suas obras, destacamos as seguintes:
O Livro da Tila (1957)
O Palhaço Verde (1960)
O Sol e o Menino dos Pés Frios (1972)
O Reino das Sete Pontas (1974)
As Fadas Verdes (1994)





















Matilde Rosa Araújo recebeu os seguintes prémios no domínio de Literatura para a Infância:
- Em 1980, recebeu o Grande Prémio de Literatura para Crianças, da Fundação Calouste Gulbenkian;
- Em 1991, recebeu o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil, pelo livro O Palhaço Verde.
- Em 1996, recebeu o prémio para o melhor livro infantil, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, pelo seu trabalho As Fadas Verdes (livro de poesias).

Matilde Rosa Araújo, em 2003, foi condecorada, pelo Presidente Jorge Sampaio, com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2004, foi distinguida com o Prémio Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores.Dedicou, ainda, parte da sua vida aos problemas da criança e à defesa dos seus direitos.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ternura

Ternura, minha ternura,
onde está a tua morada?
Ternura do meu coração,
de tanto procurada.

Deves estar na amizade,
na alegria, no amor,
no coração...

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Eu chamo por ti,
preocupo-me contigo,
mas, no final de tanta preocupação,
ninguém me responde.

Já tenho saudades tuas,
de tanto te procurar,
à luz do luar.

Onde estás tu?
Ternura da minha paixão.

Ontem sonhei contigo,
no meu sono profundo.
O meu sonho será realidade?
Ou não...

Marisa Esteves (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sábado, 3 de julho de 2010

Uma Sereia que se perdera pelo caminho

No outro dia estava a cavalgar, na praia, quando vi, lá longe, uma cauda estranhíssima e então fui até lá. Ao aproximar-me comecei a ver que aquela cauda pertencia a uma sereia que estava magoada.
Cheguei perto dela e perguntei-lhe:
– Olá! O que tens?
Depois desta pergunta ela, assustada, disse:
– Eu… eu… fui atacada por um tubarão. Ele queria comer-me e eu comecei a fugir. Algum tempo depois, quando ele estava quase a apanhar-me, eu vim para a superfície e ele ferrou-me a cauda com os seus dentes afiados. Agora já não consigo nadar!
Ao ver isto levei-a para casa. Mas, como eu não tinha contado nada aos meus pais, tive de a esconder no meu quarto durante algum tempo. Depois comecei a pôr-lhe gesso na cauda para ver se a ferida passava. Mas não passou. Então eu perguntei-lhe se ela sabia o que a podia curar. Ela disse que sim, mas também disse que não sabia como se chamava a erva. Depois de ma descrever, lá percebi do que se tratava. Então ela pediu-me que lhe arranjasse dez pedaços dessa erva molhada, que isso ia curá-la e eu lá fui. Quando voltei ela disse-me:
– Nós ainda não nos apresentámos.
– Pois não – respondi eu.
Ela é que começou a apresentar-se e disse que o seu nome era Leonor e que tinha dez anos de idade. Depois fui eu que me apresentei. Disse-lhe que me chamava Rita e, curiosamente, também tinha dez anos de idade. No dia seguinte ela já estava muitíssimo bem e eu voltei a levá-la para onde ela estava. Antes de ir embora, ela deu-me um colar que dava muita sorte.
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Rita Guimarães (E.B. de Vila Praia de Âncora)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A neve

Uma bola de neve caiu,
caiu no meu jardim,
magoou o meu coração
sem ter dó nem perdão.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

O Outono

O Outono chegou,
e com ele a dor, o frio
e também o vento
que nos fazem sofrer cá dentro.

De quem é este poema? Quem o entregou esqueceu-se de o assinar.

Sonhar

Eu gosto de sonhar.
Sonhar traz-me ilusões.
Ao sonhar imagino coisas impossíveis…
impossíveis de concretizar.

Às vezes sonho que sou uma princesa
e caso com um príncipe.
Mas tudo isso não passa de ilusões
que nós às vezes temos.

Mas…
sonhar é diferente, não são ilusões
que se criam na nossa cabeça!
É pensar no amor, na amizade, na vida para além da morte.

Sonhar faz bem,
ninguém vos pode impedir de sonhar
seja o que for, por isso…
Sonhar é liberdade!

Podes ser livre se…
Sonhares!

Cristiana Lima (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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Leiam outra vez e sonhem, sonhem muito...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

À descoberta do mar

O mar é longo e profundo,
é vida que nunca mais acaba,
é onde há mais esperança
e as ondas atingem
o nosso coração…

O som do mar é música
para os nossos ouvidos.

Transmite emoção
para todos nós, e faz-nos
lembrar o passado vivido.

Ana Cláudia (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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A Ana redigiu mais um poema para despertar os nossos sentidos... Leiam duas vezes porque vale a pena.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As ondas do mar

Quem me dera ser
uma onda do mar
e ter liberdade infinita,
nadar por onde quiser,
bater nas rochas,
nas duras rochas,
até ao fim do tempo...

Mas essas rochas, duras,
são elas que me fazem voltar
para o amor e ternura
do meu pai, o mar.

Ulisses Araújo, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

domingo, 20 de junho de 2010

Bichos e Bicharocos

Conhecem estes animais? Não?! Querem conhecer? Então cliquem aqui ou sobre cada uma das imagens.





O sorriso da minha mãe

Quando eu nasci
a minha mãe sorriu,
pegou em mim com muito amor
e ficou com calor.
O calor do sorriso
é como um feitiço
lançado pelo amor.

O sorriso é uma arte
que se reparte
com toda a gente.
Não aparece de repente,
mas está sempre na nossa mente.

João Fão, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)
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Como vêem, o poema do João é muito bonito e profundo. Os dois primeiros versos são uma pérola e a primeira estrofe pedia para ser escrita há muito tempo... O João fez-lhe a vontade. E fez bem! Parabéns João!
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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sabias que as tapeçarias...?

Sabias que as tapeçarias que viste no Paço dos Duques, em Guimarães, são cópias?
Lembras-te das monumentais tapeçarias que viste em Guimarães, no Paço dos Duques? Pois bem, não são as originais! Na realidade, são cópias feitas na década de 1930, no tempo de Salazar. As verdadeiras Tapeçarias de Pastrana (assim são conhecidas), que representam as conquistas portuguesas no Norte de África (“O Desembarque em Arzila”, “O Cerco de Arzila”, “O Assalto a Arzila” e “A Tomada de Tânger”), realizadas no século XV por encomenda do rei português D. Afonso V (O Africano), foram parar a Espanha, misteriosamente, no século XVI, e hoje pertencem à Colegiada de Pastrana, em Guadalajara (Espanha).
A boa notícia é que as tapeçarias originais foram recentemente restauradas na Bélgica e estão a ser exibidas em Lisboa, no Museu Nacional de Arte Antiga, até 12 de Setembro de 2010.
Depois prevê-se que sejam expostas em Toledo e em Madrid. Há ainda a intenção de as levar a Nova Iorque, para serem mostradas no Metropolitan Museum, e abre-se agora a hipótese de serem exibidas em Guimarães, em 2012, quando a cidade for Capital Europeia da Cultura. Se isso acontecer, já tens um óptimo pretexto para voltar a Guimarães...

domingo, 13 de junho de 2010

Sabias que D. Leonor Teles...?

Sabias que D. Leonor Teles de Meneses, antes de casar com o rei D. Fernando, já tinha sido casada com João Lourenço da Cunha, de quem teve um filho chamado Álvaro da Cunha?
A sua irmã, Maria Teles, era aia da infanta D. Beatriz, filha de D. Pedro I e de Inês de Castro, e conta-se que, numa altura em que visitou essa sua irmã, terá seduzido o rei D. Fernando.
O Rei, apaixonado, conseguiu obter a anulação do 1.º casamento de D. Leonor Teles (alegando consanguinidade entre os cônjuges), de forma a poder casar com ela. O povo português reprovou essa atitude do monarca, nunca concordou com este casamento (até porque D. Fernando tinha o seu casamento tratado com uma outra D. Leonor, filha do rei de Castela) e passou a olhar com desconfiança para D. Leonor Teles. Houve uma pequena revolta em Lisboa, que o rei reprimiu com violência, e D. Fernando acabou por casar com D. Leonor Teles no Mosteiro de Leça do Balio (um pouco a norte de Porto), em 15 de Maio de 1372.
D. Leonor Teles viria a falecer em Tordesilhas (Castela), em 27 de Abril de 1386.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Lua e o Homem

O Homem um dia foi à Lua, mas como a Lua estava a chorar o Homem tentou acalmá-la com uma canção, com um canto...
No dia seguinte, quando ele lá voltou, a Lua continuava a chorar e o Homem perguntou-lhe:
– Porque é que estás a chorar?
– Eu estou a chorar porque não paro de ter pesadelos.
– Pesadelos de quê?
– Pesadelos de que vou cair na Terra.
A Lua continuava a chorar, a chorar e a chorar. O Homem estava tão emocionado com a Lua que até foi ver as suas crateras e quando se foi embora para casa, no seu foguetão, lembrou-se de lhe escrever uma carta de amor.
E a partir dessa noite a Lua começou a ter sonhos felizes.

Luís Ferreira, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora) [inspirado na obra Quando o Homem Beijou a Lua, de José Jorge Letria].

Se a Rita fosse da nobreza e vivesse na Idade Média

Se eu fosse da nobreza teria um castelo muito grande. Teria muitas terras onde o povo trabalharia e depois tinham de me pagar uma renda por lá trabalharem.
Teria muitas roupas e jóias e, quando houvesse alguma festa, iria com as minhas melhores roupas e jóias. Em minha casa haveria uma mesa desdobrável para levar para as minhas outras casas. A divisão mais importante da casa era o salão. A casa podia ter pouco mobiliário, mas era suficiente.
Teria uma vida privilegiada. Praticava actividades físicas e militares. Andaria a cavalo e seria o braço direito do rei. Também gostaria de não apanhar a Peste Negra. O meu castelo teria todos os espaços e compartimentos necessários: a cozinha, os quartos, a quinta, a horta, a cave, um hospital, um sítio espaçoso onde o povo pudesse trabalhar, um lago, um esgoto, o salão, as torres de vigia e até quartos de banho (não era hábito nessa altura, mas eu teria quartos de banho no meu castelo!). Haveria ainda uma biblioteca, uma igreja, um lugar para guardar as armas, uma prisão e um lugar por onde eu pudesse fugir se o exército inimigo conseguisse entrar no meu castelo.
O meu divertimento preferido seria ver justas. Teria muitos animais e quando eu quisesse ir à cidade iria a cavalo.

Rita Guimarães, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

Se o Gilberto vivesse na Idade Média

Eu na Idade Média era um nobre que vivia numa aldeia e fazia os serviços que o rei mandava. Eu servia o rei de Portugal na guerra, combatendo os inimigos. Nos combates que travei perdi alguns grandes amigos. No entanto, quando ganhávamos as batalhas fazíamos uma grande festa.
Nessa época também se faziam torneios e, por vezes, divertia-me nas festas do nosso povo. De tempos a tempos, o rei dava festas no seu palácio, com a rainha e a sua família, em que nada faltava.
Nos meus tempos livres gostava de jogar xadrez. A minha família era muito grande e era muito feliz, sobretudo quando não havia guerra.

Gilberto Alves, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

A Sereia do Gilberto

Um dia, enquanto passeava na praia, ouvi alguém a gritar e corri apressadamente nessa direcção. Quando lá cheguei fiquei espantado ao ver uma sereia. Ela estava aleijada e eu levei-a para minha casa. Pelo caminho ela contou-me a sua vida.
Falou-me de um tubarão que comia tudo: pessoas, sereias e animais. Disse que foi atacada por esse mesmo tubarão. E eu fui para o meu barco e remei até que o vi ao longe. Ele aproximou-se muito depressa e ia atacar-me. Fugi rapidamente, a bordo do meu barco, e fui falar com uns pescadores que por ali andavam a lançar as redes. Unimo-nos, cercámos o tubarão e apanhámo-lo.
As sereias disseram “muito obrigado” e os pescadores admiraram-se todos, menos eu…

Gilberto Alves, 5.º B (E.B. de Vila Praia de Âncora)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Feira Medieval em Viana do Castelo

A Feira Medieval já começou nas principais ruas e praças da cidade.
Hoje, quem se dirigiu ao centro histórico de Viana do Castelo já pôde visitar a feira e assistir a espectáculos de teatro, música, dança e saltimbancos. Nos próximos três dias (11 a 13), durante todo o dia, no centro histórico da cidade, continuará a decorrer a Feira Medieval, com artesanato, reconstituições históricas, demonstração de falcoaria, produtos agrícolas, teatro de marionetas, ladainhas, malabarismo, música, danças medievais, cuspidores de fogo, jogos medievais, mezinhas e chás.
Na noite do dia 11, pelas 22.00 horas, terá lugar no salão nobre da Câmara Municipal um concerto do Grupo de Câmara de Esposende e no dia 12 de Junho, pelas 20.00 horas, também integrado na feira, decorrerá nos claustros da Igreja de S. Domingos um Festim Medieval (sujeito a inscrição prévia).

domingo, 6 de junho de 2010

Sabias que Bartolomeu Dias...?

- Bartolomeu Dias era português e foi o primeiro europeu a passar o Cabo das Tormentas (depois chamado Cabo da Boa Esperança), chegando ao oceano Índico a partir do Atlântico?

- Segundo Luís de Camões, o Gigante Adamastor, enfurecido pelo atrevimento dos portugueses, prometeu vingar-se de Bartolomeu Dias.

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Aqui espero tomar, se não me engano,
De quem me descobriu suma vingança.
E não se acabará só nisto o dano
De vossa pertinace confiança:
Antes, em vossas naus verei, cada ano,
Se é verdade o que meu juízo alcança,
Naufrágios, perdições de toda sorte,
Que o menor mal de todos seja a morte!

Luís Camões, Lusíadas

- Bartolomeu Dias acabou mesmo por naufragar e morrer junto ao Cabo das Tormentas, em 29 de Maio de 1500, quando integrava a armada de Pedro Álvares Cabral que descobriu o Brasil e que, depois, se dirigiu para a Índia.

sábado, 5 de junho de 2010

Sugestões de Leitura

Tal como vos havia dito há uns meses atrás, com o blog também pretendia que fizessem sugestões de leitura uns aos outros a partir de pequenos resumos de livros que tivessem lido. Contudo, o tempo não dá para tudo... Poderão, ainda assim, consultar as propostas de leitura dos vossos colegas do 5.º A. Quem sabe se não encontrarão lá uma boa sugestão para a vossa próxima leitura.
Deixo-vos aqui as capas de alguns dos livros sugeridos no blogue do 5.º A.

Quem quiser ler os resumos e as opiniões dos colegas deve clicar aqui ou então sobre cada uma das capas que despertarem o vosso interesse.
Boas leituras.